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Crianças desaparecidas em Bacabal entram no radar da Interpol

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crianças desaparecidas em Bacabal
Crianças desaparecidas em Bacabal podem entrar na Interpol

BACABAL (MA) — O caso dos irmãos Ágatha Isabelly Reis Lago, de 6 anos, e Allan Michael Reis Lago, de 4 anos, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, ganhou um novo desdobramento nesta semana. A família solicitou à Polícia Federal a inclusão dos nomes das crianças na Difusão Amarela da Interpol, mecanismo internacional utilizado para auxiliar na localização de pessoas desaparecidas.

A solicitação foi apresentada pela mãe das crianças, Clarice Cardoso, acompanhada de sua advogada, na quarta-feira (9), em São Luís. A Polícia Federal confirmou oficialmente que recebeu o pedido e informou que irá analisá-lo antes de adotar os procedimentos necessários para um eventual encaminhamento à Interpol. :contentReference[oaicite:1]{index=1}

Caso pode ganhar dimensão internacional

A Difusão Amarela é um mecanismo de cooperação da Interpol destinado a auxiliar na localização de pessoas desaparecidas, inclusive quando existe a possibilidade de que estejam fora do país de origem.

Caso a solicitação seja encaminhada, caberá à própria Interpol analisar as informações e decidir sobre a publicação e o compartilhamento do alerta com os países integrantes da organização. :contentReference[oaicite:2]{index=2}

A medida representa uma nova frente para a família, que há meses busca informações sobre o paradeiro dos irmãos. Entretanto, a entrada no sistema da Interpol ainda não foi confirmada e o pedido não significa que as crianças tenham sido encontradas.

Mãe fornece material genético

Outro desdobramento recente aumentou a expectativa da família. O material genético de Clarice Cardoso foi coletado pela Polícia Federal para a elaboração de um perfil genético que poderá ser utilizado em futuras comparações.

Segundo informações divulgadas pelo Imirante, a amostra será encaminhada ao Instituto Nacional de Criminalística, em Brasília, onde será realizado o perfil genético. Depois, o material poderá ser inserido no Banco Nacional de Perfis Genéticos e ficar disponível para possíveis comparações por meio da cooperação internacional. :contentReference[oaicite:3]{index=3}

A coleta está relacionada à possibilidade de comparação com uma criança não identificada encontrada nos Estados Unidos. A mãe afirmou ter percebido semelhanças na imagem divulgada da criança, mas somente um exame genético poderá confirmar ou descartar qualquer relação.

Ainda não há confirmação de que Allan esteja nos EUA

Apesar da expectativa criada pela possibilidade de comparação genética, as autoridades não confirmaram que a criança encontrada nos Estados Unidos seja Allan Michael.

A própria Polícia Federal não confirmou essa hipótese. O exame é justamente o procedimento necessário para verificar se existe ou não correspondência genética. :contentReference[oaicite:4]{index=4}

Também não há confirmação oficial de que Ágatha e Allan estejam entre as 163 crianças localizadas recentemente nos Estados Unidos durante uma operação das autoridades norte-americanas. Informações que circularam nas redes sociais apontando uma suposta identificação dos irmãos não foram confirmadas oficialmente. :contentReference[oaicite:5]{index=5}

O desaparecimento completa oito meses

Ágatha e Allan desapareceram em 4 de janeiro de 2026, depois de saírem para brincar em uma área de mata na comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.

Na ocasião, os irmãos estavam acompanhados de um primo, que também desapareceu, mas foi localizado com vida dias depois. A partir daquele momento, uma grande operação de buscas foi montada para tentar encontrar Ágatha e Allan.

As buscas envolveram forças de segurança, bombeiros, voluntários e equipes especializadas. Foram utilizados cães farejadores, aeronaves, drones, mergulhadores e equipamentos de sonar em áreas de mata, rios e lagos.

Mesmo com a grande mobilização, as crianças continuam desaparecidas e o caso permanece sem uma resposta definitiva sobre o que aconteceu.

Oito meses depois, família continua esperando respostas

O desaparecimento completou oito meses no dia 4 de setembro. A ausência de informações concretas mantém a família em busca de respostas e fez com que novas possibilidades de cooperação fossem buscadas.

A possibilidade de utilização dos mecanismos da Interpol surge justamente nesse contexto, ampliando a capacidade de cooperação caso apareça alguma informação relacionada ao paradeiro das crianças fora do Brasil. :contentReference[oaicite:6]{index=6}

Cooperação internacional pode ampliar as buscas

A Polícia Federal informou que a solicitação apresentada pela família será analisada e que serão adotados os procedimentos necessários para um eventual encaminhamento à Interpol.

Até o momento, portanto, o caso entra em uma nova etapa, mas o paradeiro de Ágatha Isabelly e Allan Michael permanece desconhecido.

Para o Giro Regional, é importante destacar que qualquer informação sobre uma possível localização das crianças precisa ser tratada com responsabilidade e baseada em confirmação oficial, especialmente diante da circulação de informações não verificadas nas redes sociais.


FONTES

Polícia Federal — Nota oficial sobre o pedido de inclusão das crianças na Difusão Amarela da Interpol.

Imirante / TV Mirante — Informações sobre a coleta de material genético da mãe e o possível confronto com DNA de criança não identificada nos Estados Unidos.

Agência Brasil — Informações sobre o pedido de inclusão na Interpol.


JORNALISTA RESPONSÁVEL

Wonder
Jornalista – DRT 0002362/MA

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